
Um soldado da Polícia Militar foi encontrado morto dentro de um hotel em Aracaju, Sergipe. Adelson Silva Rosário é o principal suspeito de matar Valdice Maria Cabral da Silva, de 47 anos, e do filho dela, Gabriel Cabral da Silva, 5, no bairro do Jardim das Margaridas, em Salvador.
Mulher e criança foram achadas já em estado de decomposição, dentro do apartamento onde moravam, no dia 11 de fevereiro. O duplo assassinato está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que já havia solicitado a prisão do PM à Justiça. A polícia já sabe que o militar tinha um envolvimento amoroso com Valdice e foi a última pessoa a ver as vítimas, mas apura o motivo da brutalidade.
O policial é primo da major Denice Santiago, ex-candidata a prefeita de Salvador pelo PT e criadora da Ronda Maria da Penha - que ajuda mulheres em situação de vulnerabilidade por conta de agressores -. Apuração do Aratu On apontou que Adelson já foi lotado na unidade especializada.
A reportagem tentou contato com a oficial para comentar o caso do primo e ex-comandado, mas a major não atendeu as ligações.
A Polícia Civil de Sergipe apura as circunstâncias da morte do servidor público baiano, que aconteceu na terça-feira (2/3). Dois dias mais tarde, o corpo dele foi enterrado no Cemitério do Campo Santo, no bairro da Federação, em Salvador.
Por meio de nota, a Polícia Militar informou que Adelson era lotado na 37ª Companhia Independente (CIPM/Liberdade) e estava de férias. Ainda de acordo com a corporação, ele respondia a Processo Administrativo Disciplinar (PAD). O motivo, porém, não foi explicado.
OUTRO CASO
Segundo apuração do Aratu On, Adelson era investigado por ter praticado um golpe contra sua ex-companheira - antes de Valdice -, também policial militar e lotada na Ronda Maria da Penha.
A denúncia, realizada pelo irmão da vítima e registrada na Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM), sustenta que a PM sofreu uma crise de hipoglicemia, sem causa conhecida. Mesmo estando ao lado da paciente, Rosário não teria prestado socorro à namorada, que foi internada.
Enquanto a mulher ainda estava no hospital, ainda de acordo com o relato, Adelson trocou o carro da então companheira e utilizou seus cartões de crédito, além de solicitar empréstimos no nome da policial militar. Depois da ocorrência, feita em 2020, o soldado desapareceu.