Sexta, 25 de Setembro de 2026
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Gasolina e diesel têm sexto reajuste do ano na Bahia, diz sindicato; ICMS segue reduzido

No caso do diesel, a diferença do S10 vendido pela Acelen em comparação a outras refinarias é R$0,43 a R$0,68, aponta o Sindicombustíveis.

27/03/2022 às 19h35
Por: Municípios Agora Fonte: Redação
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Marcelo Camargo/Agência Brasil
Marcelo Camargo/Agência Brasil

Mesmo com o congelamento do ICMS na Bahia, pela sexta vez somente em 2022, o preço da gasolina e do diesel foi reajustado na Refinaria de Mataripe e, portanto, o aumento do valor se refletirá nas bombas. A informação foi divulgada na tarde deste sábado (26/3) pelo Sindicato do Comércio de Combustíveis, Energias Alternativas e Lojas de Conveniência do Estado da Bahia (Sindicombustíveis Bahia). 

Segundo a entidade, a Acelen, operadora da refinaria, aumentou em R$0,15 o preço do litro da gasolina A, e em R$0,56 o preço do litro do diesel S10 para as distribuidoras.

Em nota divulgada nas redes sociais, o sindicato reclamou dos preços praticados pela empresa. “A gasolina é vendida pela Acelen na Bahia por R$ 4,24 o litro, enquanto o mesmo produto é comercializado em Ipojuca (PE), a mais de 1.000km de distância de São Francisco do Conde, onde está a refinara, por R$3,75. Em São Luís do Maranhão, com mais de 1.500km de distância, o preço é de R$3,74”, diz trecho de publicação no Instagram. 

De acordo com o presidente da entidade, Walter Tannus, “a diferença dos preços da gasolina vendida pela Acelen em relação às refinas da Petrobras é de R$0,30 a R$0,47 centavos”. 

No caso do diesel, a diferença do S10 vendido pela Acelen em comparação a outras refinarias é R$0,43 a R$0,68, aponta o Sindicombustíveis. 

A entidade informa que refinaria começa a vender os combustíveis às distribuidoras com o novo reajuste a partir deste sábado, “e a decisão de repassar os aumentos cabe às distribuidoras e a cada posto revendedor, à medida que forem sendo abastecidos com novos valores estabelecidos pela refinaria”.

Tannus ainda indicou que o ICMS baiano “é o mais caro do Brasil”. No entanto, na última sexta-feira (25/3), prorrogou o congelamento do imposto com valores referentes a 1º de novembro de 2021, informou a Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-BA), em nota divulgada à imprensa. A pasta informa, portanto, que, mesmo com a medida, os valores seguem aumentando em todo o Brasil por conta da política adotada pela Petrobras – o que é rechaçado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL). Com o congelamento, o Governo da Bahia argumenta que deixará de arrecadar cerca de R$ 897 milhões entre abril e dezembro de 2022. 

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