
Surpresa nas redes sociais pela presença no debate entre os presidenciáveis no sábado (24), transmitido na TV pelo SBT, padre Kelmon (PTB) participa de sua primeira eleição. Baiano de Acajutiba, o católico ortodoxo de 45 anos entrou na disputa no lugar de Roberto Jefferson, que teve a candidatura indeferia pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Kelmon Luís da Silva Souza foi inscrito inicialmente como postulante a vice-presidente de Jefferson. Seu vice é outro religioso, o pastor Luiz Cláudio Medeiros da Fonseca Gamonal, natural de São João do Meriti (RJ). Padre Kelmon declarou à Justiça Eleitoral ter um total de R$ 8.543,13 em bens, sendo R$ 1 em participação em uma empresa e duas cadernetas de poupança com saldos de R$ 8.229, 73 e R$ 317,40.
“Um sacerdote jamais pensou ser presidente da República do seu próprio país. Eu encaro como providência divina. Um padre e um pastor candidatos pela primeira vez na história”, disse o presidenciável baiano antes do debate, em que apareceu com ideias próximas das do candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), sobretudo com as críticas ao sistema político na Nicarágua.
No plano de governo, cuja capa ainda leva a foto do ex-presidenciável Roberto Jefferson, o atual candidato petebista prega a criminalização da cristofobia, a proibição da legalização do plantio, cultivo e venda da maconha no país e defende tanto o direito de greve como a negociação capital x trabalho sem a intervenção do Estado, “a não ser na arbitragem nos dissídios que a livre negociação não conseguir levar a termo”.