
A polêmica em torno dos eventos clandestinos ligados ao som automotivo voltou a tomar conta do município de Conde e ganhou novos contornos após um desabafo público que escancarou críticas à atual condução do tema. Segundo a manifestação, o verdadeiro problema não é o som automotivo, mas a ausência de um espaço legalizado, iluminado e com segurança, reivindicação que, de acordo com o autor, vem sendo feita desde o início da gestão municipal.
O posicionamento é direto: se existisse um local regulamentado para a prática, os eventos clandestinos não aconteceriam. Para os defensores da cultura automotiva, a falta de planejamento e de diálogo acaba empurrando a atividade para a informalidade, resultando em conflitos, operações policiais e punições coletivas.
Outro ponto que gerou indignação foi a generalização feita contra os paredões do município. Conforme o relato, os equipamentos envolvidos nos episódios recentes não pertenciam a moradores do Conde, mas sim a pessoas vindas de outras cidades. Ainda assim, a prática local acabou sendo colocada no mesmo pacote de críticas e condenações.
A associação entre som automotivo e criminalidade também foi duramente rebatida. O discurso afirma que 99% dos adeptos do som automotivo são trabalhadores e pessoas de bem, e que nunca houve utilização desses eventos para venda de drogas. Segundo a declaração, quem conhece os envolvidos sabe que a prática sempre ocorreu de forma pacífica e sem vínculos com ilícitos.
A cobrança ganhou peso político ao ser direcionada publicamente à secretária municipal, lembrando que a criação de um espaço específico para o som automotivo foi uma pauta defendida desde o início da gestão. Também foi recordado que, durante o período eleitoral, o grupo ligado ao som automotivo teve participação ativa e apoio ao projeto político vencedor, reforçando que esse histórico não foi esquecido.
Para os defensores da causa, a solução é clara e urgente: legalizar, organizar e criar espaços próprios para o som automotivo. Segundo eles, continuar reprimindo, generalizando e ignorando a pauta apenas mantém os eventos na clandestinidade e aprofunda o conflito entre poder público e a população.