
O Hospital Dantas Bião, em Alagoinhas, vive dias de verdadeiro colapso e a situação tem gerado indignação entre pacientes, acompanhantes e até profissionais da unidade. Relatos apontam uma sequência de falhas graves que transformaram o atendimento em um cenário de sofrimento e insegurança.
Faltam itens básicos para o cuidado dos pacientes, como lenço, pomadas e até xarope para gripe, o que obriga familiares a improvisarem ou comprarem do próprio bolso aquilo que deveria ser fornecido pelo hospital. Em meio à crise, até cadeiras de plástico se tornaram artigo raro, deixando acompanhantes em pé por horas ou sentados no chão.
A deficiência de pessoal também agrava o quadro. Há falta de operacional masculino, o que compromete o transporte de pacientes, a organização dos setores e a rotina mínima de funcionamento. Enquanto isso, a superlotação dos quartos faz com que pacientes sejam acomodados de forma precária, aumentando o risco de contaminações e piora clínica.
Como se não bastasse, o ar-condicionado falhando em diversos ambientes transforma os setores em verdadeiras estufas, intensificando o desconforto de quem já enfrenta dor, febre e fragilidade. Em um hospital, onde o ambiente deve contribuir para a recuperação, o calor excessivo vira mais um fator de sofrimento.
A sensação geral é de abandono. Pacientes relatam descaso, acompanhantes falam em humilhação e profissionais trabalham sob pressão extrema, tentando dar conta do impossível. A crise no Dantas Bião não é apenas estrutural — é humana.
A população cobra providências urgentes. Saúde não pode ser tratada com improviso. O que se vê hoje no Hospital Dantas Bião é um alerta grave que exige resposta imediata das autoridades responsáveis, antes que o caos resulte em consequências ainda mais sérias para quem depende do sistema público para sobreviver.