
Usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) em Alagoinhas têm manifestado indignação com a demora no acesso a atendimentos psiquiátricos no Ambulatório de Saúde Mental GCM Luciano da Silva Ribeiro. A situação tem gerado preocupação, especialmente diante da crescente demanda por cuidados em saúde mental.
De acordo com informações apuradas pela reportagem do site Municípios Agora, uma moradora relatou ter passado por atendimento psicológico na unidade, mas afirma que não recebeu encaminhamento para acompanhamento contínuo. Segundo o relato, após uma escuta inicial, a paciente foi direcionada apenas para uma consulta psiquiátrica com prescrição medicamentosa. No entanto, o prazo de espera informado para essa consulta seria de aproximadamente cinco meses.
A longa espera tem levantado questionamentos sobre a efetividade do atendimento oferecido, principalmente em casos que exigem acompanhamento mais imediato. “E a saúde dessa pessoa? Campanha contra suicídio só em novembro?”, questiona a denúncia, fazendo referência às ações do Setembro Amarelo e à necessidade de atenção permanente ao tema.
A situação também reacende o debate sobre a estrutura e a capacidade de atendimento da rede pública de saúde mental no município. Especialistas alertam que a demora no acesso a serviços psiquiátricos pode agravar quadros clínicos e comprometer a recuperação dos pacientes.
Até o momento, a gestão municipal não se manifestou oficialmente sobre as reclamações. A população aguarda esclarecimentos e, principalmente, soluções que garantam atendimento digno e em tempo adequado para quem necessita de cuidados em saúde mental.
A equipe do Municípios Agora segue acompanhando o caso.