Um morador, que preferiu não se identificar por medo de perseguições políticas, revelou que pagaria R$ 453,24 de IPTU. No entanto, com a inclusão de R$ 338,18 referentes à nova taxa de lixo, o valor final saltou para R$ 746,10 — um aumento que ele considera abusivo.
“Eu nunca vi isso em todos esses anos morando aqui”, desabafou. Segundo ele, o sentimento é de indignação e insegurança. “A gente paga, mas não sabe para onde está indo o dinheiro.”
O caso tem gerado questionamentos ainda mais intensos porque o município já possui contrato com empresa responsável pela limpeza urbana. Para moradores, o valor desse contrato já seria elevado, o que torna a nova cobrança motivo de desconfiança e cobrança por transparência.
A insatisfação cresce à medida que contribuintes percebem o impacto direto no bolso. Em tempos de dificuldades econômicas, um aumento dessa proporção pesa no orçamento familiar e reacende o debate sobre gestão, prioridades e aplicação dos recursos públicos.
Nas ruas e nas redes sociais, a pergunta se repete: por que criar ou ampliar uma taxa de lixo quando já existe contrato milionário para o serviço? A população agora aguarda esclarecimentos oficiais sobre os critérios utilizados para o cálculo da taxa, a legalidade da cobrança e a real necessidade do aumento.
Enquanto isso, a revolta segue aumentando entre os condenses, que cobram mais transparência e responsabilidade na administração do dinheiro público.
